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| Marcio Almeida aos 2 anos |
me sinti mei humilhado,
Pois me fizero pensá
qu'eu falava tudo errado.
Ficava todo admirado
Veno aquele pruziado
Tão chique e sofisticado.
Pra falá, era complicado!
Ficava logo engasgado,
gaguejano, tudo suado.
disaparecê no cerrado.
Mesmo assim, disconsolado,
No outro dia, travêis,
tava eu lá, envergonhado,
No mei dos rico, bonito,
Dos elegante e letrado,
Tentano falá palavra
Qu'eu nunca tinha falado.
Priferia ficá calado.
E pra num vivê isolado
Garrava nos livro, empolgado.
me dexô meio encucado:
- Como pode esse cabôco,
iscrevê tão petecado,
e inda sê afamado?
"pruquê meu sertão amado..."
É poesia, não é errado,
Então, o jeito qu'eu falo
Também pode sê julgado
Palavreado adequado!
todo mundo fala errado?
Nascido no meu estado:
Guimarães Rosa, consagrado
Também escrevia alterado
Falano uns pronunciado
Que só na roça era usado.
Pensei, uai, tá danado!
Então, nem todo pruziado
Tem que ser padronizado
E todo mundo obrigado
A falá igual, rebuscado!
Tô nem ai pro riscado!
Falano certo ou petecado
Só me importa o resultado:
Se aquilo que foi contado
Foi bem interpretado.
De passar o seu recado
Se o nosso prusiado
For considerado errado
Só por ser diferençado,
Como seria avaliado
Os idioma enrolado,
Que no estrangeiro é falado?"
"Malcyn Dukya" é Codinome de Marcio Almeida,
Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em
Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática,
Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria
Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal
Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, M∴M∴,
Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em Nutrologia
e Nutrição Esportiva, História e Sociologia.
