Das cruzadas aos descobrimentos e à era espacial.

A versão da história, segundo a qual a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil teria sido consequência de um mero desvio acidental da rota, quando pretendiam navegar até às Índias em busca de especiarias, não faz nenhum sentido.

Não se organiza uma expedição gigantesca para os padrões da época, composta por 1.500 navegadores de elite, muitos dos quais, nobres ligados à Corte, incluindo doutrinadores e autoridades do Clero, cartógrafos e escribas especializados, apenas para buscar um carregamento de Pimenta do Reino e Cravo da Índia; ainda mais, se considerarmos que toda essa enorme comitiva era chefiada por Cabral, uma das autoridades mais destacadas do governo e comandante máximo da Ordem de Cristo, uma poderosa organização militar, protagonista, inclusive, da própria fundação do estado de Portugal.

Eu pesquisei sobre este tema nas fontes sugeridas pela "Brasil Paralelo", um dos institutos de estudos e educação mais sérios da atualidade, que faz um belíssimo trabalho de resgate da nossa verdadeira história, além de antigas fontes literárias católicas e maçônicas; depois fiz uma síntese dos fatos. Embora narrado numa linguagem coloquial e bem humorada, trata-se de fatos reais, amplamente documentados à época e, posteriormente, distorcidos ou omitidos por interesses políticos. 

Não foi uma descoberta! Foi a fundação de um Estado.

Na verdade, Cabral não estava a caminho das índias e tampouco cometeu erro de rota. O projeto era outro e para entender, temos que voltar dois séculos na história, lá pra França, no começo dos anos 1.300.

O rei Felipe IV, da França, que se auto intitulava "O Belo", devia uma fortuna impagável à Ordem dos Cavaleiros Templários. 

Como a França não tinha tanto dinheiro para pagar, muito menos o rei tinha honestidade para arcar com seus compromissos, ele começou a tramar mutretas para dar o calote.

Primeiro, tentou mexer os pauzinhos pra ser iniciado na Ordem, mas não foi aceito - lógico, né! 

Então, se mandou para o Vaticano, atrás do senhor Benedetto Caetano, conhecido como Papa Bonifácio VIII, que era parceirão dos Templários, pra ver se ele avalizava suas notas promissórias ou conseguia um desconto na dívida, mas não rolou! Sua Santidade não só recusou qualquer ajuda, como acabou lhe dando uma prensa pra que ele pagasse logo o que devia.

Enfezado, o Rei Felipe IV passou a exigir impostos absurdos de todo o Clero e proibiu os membros da igreja de administrar as leis - que era uma tradição secular, mandou tacar fogo em igrejas, queimar documentos, obras de arte e tudo o que fosse patrimônio católico e ainda começou a perseguir e prender todo mundo, desde sacristão até arcebispo.

Sob tanta opressão, o Papa Caetano resolveu excomungar o rei Felipe IV, que não deixou por menos: mandou o seu exército a Roma, sequestrou o Papa, torturou e espancou durante vários dias. Semanas depois ele veio a falecer em consequência das torturas.

Tão logo foi nomeado o sucessor papal, o senhor Bento XI, o rei "Felipe - o bonitão" voltou a encher o saco e a ameaçar, tentando ajuda para fintar as dívidas com os Cavaleiros Templários. 

Mas Bento XI também não cedeu às pressões! Porém, oito meses depois de tomar posse como Papa, amanheceu morto misteriosamente - uma morte que nunca foi esclarecida, tipo a morte do Celso Daniel, ex prefeito de Santo André.

Por meio de conchavos do senhor Felipe IV, elegeu-se como sucessor o Papa Clemente V (um francês malandro, que nem o Macron), que além de conterrâneo, era um salafrário e parceiro da mesma laia do rei "Felipe bonitão", que cultivava uma certa rixa com os Templários - ou inveja, sei lá, e sonhava surrupiar a fortuna deles. 

Ardilosamente, os dois se aliaram para acabar de vez com a Ordem e, assim, se livrarem dos credores do rei e, ainda, se apropriar do lendário tesouro dos Templários.

Depois de forjarem um julgamento fajuto e cheio de invenções estapafúrdias e acusações levianas, tipo os processos do Alexandre de Moraes, do STF, os caloteiros velhacos condenaram sumariamente todos os Templários à pena de morte e, numa só noite, na sexta feira, 13 de outubro de 1.307, mataram covardemente quase todos na França, com requintes de terror e torturas terríveis (por isso é que  sexta-feira 13 passou a ser o dia do terror e do azar). 

E, pra massacrar de vez, o pontífice comparsa proclamou uma Bula papal ordenando a todos os governantes de países europeus que eliminassem cada um dos remanescentes na face da Terra. 

Como todos os outros reis da Europa naquela época tinham o rabo preso, especialmente por causa das revelações nos confessionários, não havia intervenção diplomática que pudesse salvar a situação. O trem ficou feio para os Templários.

O único monarca que não deu a mínima para o decreto de Sua Santidade, foi Dom Dinis, rei de Portugal, que era macho padedéu e já sabia, de boca miúda, dos futicos sobre  o senhor Clemente. Pelo contrário, declarou que os Templários portugueses, tampouco nenhum outro membro da Ordem, seria perseguido no seu pais.

Felizmente, ainda havia muitos Cavaleiros Templários foragidos e espalhados mundo afora e ainda tinha sobrado muita grana escondida. Então, esses caras se mandaram para Portugal com seu mundaréu de dinheiro. Trocaram o nome da sua organização para "Ordem  de Cristo" e a transformaram num baita exército de cavaleiros e navegadores.

Pra começar, deram um pé na bunda dos Muçulmanos que vinham dominando a Península Ibérica, havia mais de 700 anos e ninguém dava conta de expulsar de vez os caras. Depois, partiram para as grandes expedições e "por mares nunca dantes navegados, passaram ainda além da Taprobana", como escreveu Camões, um nobre Mestre da Ordem de Cristo.

Não por acaso, o então Grão-Mestre da mesma Ordem de Cristo, o navegador Pedro Alvares Cabral, assim como o forasteiro italiano, Cristóvão Colombo e outro navegador famoso, Vasco da Gama, todos Mestres da Ordem de Cristo, navegavam sempre em caravelas identificadas pela Cruz Templária, que mais tarde foi apelidada equivocadamente por historiadores como "cruz de malta" (nada a ver). 

E em razão da toda aquela grana e da poderosa estrutura da "Ordem de Cristo", o minúsculo Portugal se transformou na maior potência econômica mundial e, por meio de fabulosos investimentos nas grandes expedições e conquistas de outros continentes, se constituiu no maior império do Planeta, ao longo dos séculos 14, 15 e 16.

Também por isso, a nossa colonização é de origem portuguesa e, como eu costumo dizer, o Brasil, assim como a América, são resultados da última cruzada dos Cavaleiros Templários.

O único empreendimento que faz paralelo àquelas grandes expedições, às conquistas e ao desenvolvimento obtidos por meio dos investimentos e da organização dos Cavaleiros Templários, só voltaria a acontecer a partir do final século 20, na chamada "era espacial". 

Porém, os protagonistas que estão por trás desse empreendimento atualmente parece que são outros (ou será que só mudaram de nome outra vez?).

Os Cavaleiros Templários
e a História do Brasil

"Parafuso" é Codinome de Marcio Almeida, Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, MM, Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em História, Nutrologia, Nutrição Esportiva e Sociologia.