Sobre Pecados Capitais.

A vaidade é um dádiva intrínseca àqueles que têm valores, história, virtudes, talentos e belezas para mostrar. 

É o dom de poder compartilhar com os amigos as conquistas, as glórias, os triunfos e tudo o mais que for motivo de orgulho! Isso não é depreciativo! Pelo contrário, é honroso!

A ausência da vaidade é a despretensão, é a exacerbação da humildade e da modéstia, que só serve para obstruir o sucesso e para prejudicar o reconhecimento por parte dos outros.

O ser humano desprovido de vaidade, torna-se apagado e ofuscado e, ainda que tenha virtudes e valores, não será visto e não será notado! E muito bem diz o velho ditado: "quem não é visto, não será lembrado!", ou seja, será esquecido, ignorado e, por consequência, preterido e desprezado! 

É como a mulher que, por mais bela que seja, se não tiver vaidade, se não vestir-se de forma apropiada, se não ostentar e deixar que sejam notados e reconhecidos os seus dotes, passará a vida despercebida e terá desperdiçado uma das mais belas dádivas de Deus.

A inveja, esta sim é nefasta, é venenosa e nociva! E aquele que só observa e critica a vaidade e os valores dos outros, sem ter nada para mostrar, é o invejoso, que só se ocupa de tentar depreciar, obstruir e obscurecer o outro. Para estes, a vaidade é um mau intolerável, assim como é o sucesso e o brilho do outro.

A vaidade é o motor do sucesso, enquanto a inveja pretende o fracasso!

A vaidade expressa a beleza e as virtudes em qualquer tempo ou idade, enquanto a inveja as quer ofuscar.

O invejoso é recalcado, enquanto o vaidoso é feliz!

O invejoso vê as virtudes do outro, mas exalta apenas os defeitos. O vaidoso sabe que tem defeitos, mas brinda o outro com o que ele tem de bonito.

Por isso, a inveja deve ser combatida, enquanto a vaidade deve ser louvada! Desta deve-se desfrutar, obviamente com ponderação, sensatez, sabedoria e, sobretudo, com respeito às diferenças.

Acredito que a inveja definitivamente seja um pecado capital! Mas quem disse que a vaidade também o é, não passa de um invejoso.

Segundo Balzac, a pessoa começa a morrer quando começa a perder a vaidade. Portanto, viva e deixe morrer a inveja dos outros (ou melhor: deixe morrer de inveja os outros).

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Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, Diplomado da Escola Superior de Guerra, M∴M∴, Escritor, Músico Amador, Meio-Maratonista, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia.